O jovem Ángel Ramón Domínguez,
protagonista do principal milagre atribuído a primeira beata paraguaia,
participou emocionado com sua família da missa de beatificação de Maria Felícia
de Jesus Sacramentado, mais conhecida como Chiquitunga.
O silêncio que imperava no estádio do Clube
Cerro Porteño, aonde participaram mais 40.000 paraguaios, e pessoas vindas de outros países, se rompeu em quanto o Cardeal
Angelo Amato concluiu suas palavras e se destapou o retábulo, com rosários em
tons ocre, ante os aplausos dos assistentes e o olhar emocionado dos familiares
de «Chiquitunga».
Por fim, os fiéis contemplavam o escondido
retábulo que Koki Ruiz começou a elaborar em fevereiro com os rosários que os
fiéis enviavam, acompanhados de notas de agradecimento que também formaram
parte do altar.
O ato litúrgico continuou com a apresentação
da relíquia de Chiquitunga, seu cérebro incorrupto, carregado por duas irmãs carmelitas do Carmelo de Assunção, e dos freis carmelitas, acompanhados pelo adolescente
que recebeu o milagre que permitiu a beatificação
da monja paraguaia.
Ángel e sua avó vivem no bairro Santa Ana
do distrito de São Pedro de Ycuamandyyú, estado de São Pedro.
A vida de Ángel é considerada uma graça de
Maria Felícia de Jesus Sacramentado “Chiquitunga”, devido a que o jovem nasceu
sem sinais de vida e foi dado por morto pelos médicos. No entanto, a licenciada
Blanca Duarte, enfermeira do hospital que assistiu o parto, pediu a intercessão
de Chiquitunga e logo, após 30 minutos de seu nascimento Ángel começou a
mostrar sinais de vida.
Chiquitunga se converteu no sábado do dia
23 de junho de 2018 na primeira beata paraguaia, mediante o ato que se realizou
no estádio do clube Cerro Porteño de Assunção, com presencia do Prefeito da Congregação
para as Causas dos Santos do Vaticano, Cardeal Angelo Amato.
“Chiquitunga” nasceu em Villarrica em
1925, com o nome de Maria Felícia Guggiari Echeverría, e faleceu aos 34 anos, em
1959.
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